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Conheça 18 sintomas que podem ajudar a identificar a disfagia

Disfagia é uma alteração no processo de deglutição que faz com que o alimento não chegue com segurança até o estômago

Com o dia a dia tão corrido muitos detalhes do nosso organismo podem passar despercebidos. E o simples ato de se alimentar merece uma atenção especial. Afinal, comer é essencial para a manutenção da saúde. Quando há alguma alteração nesse processo surge a disfagia que é o nome dado a qualquer alteração no processo de deglutição que faz com que o alimento não chegue com segurança até o estômago. Essa alteração pode acontecer em qualquer fase da vida, sendo mais comum de acontecer nos idosos.

Mas, como a disfagia pode ser identificada?  A fonoaudióloga da Clínica de Repouso ‘Domus Claret’, Jerusa Nascimento Tostes, que é especialista em audiologia e aprimoramento em disfagia, explica que os sintomas da disfagia aparecem aos poucos, por isso, é preciso ficar atentos aos seguintes sinais:

1.            Acúmulo de alimento na cavidade oral após a deglutição;

2.            Dificuldade na mastigação

3.            Regurgitação nasal - o alimento saindo pelo nariz;

4.            Cansaço durante as refeições;

5.            Tosse antes durante ou depois da deglutição;

6.            Voz molhada após a deglutição (ouvimos uma voz diferente da natural da pessoa, como se tivesse algum alimento ou secreção na glote (garganta);

7.            Medo de deglutir;

8.            Dor ao deglutir;

9.            Mastigação múltipla;

10.          Engasgos durante a alimentação;

11.          Manter o alimento por muito tempo na boca;

12.          Perda de peso;

13.          Pneumonias repetitivas;

14.          Dificuldade para respirar durante ou após as refeições;

15.          Sonolência durante a alimentação;

16.          Suor excessivo durante a alimentação;

17.          Lacrimejamento durante a alimentação;

18.          Espirro durante a alimentação.

 

Causas da disfagia na terceira idade

Jerusa explicou que com o envelhecimento o corpo apresenta várias mudanças que influenciam na deglutição como por exemplo:

1.            A massa, o tônus e a força da língua diminuem;

2.            Há alteração do paladar ficando menos sensíveis ao azedo, amargo e salgado e preservando o doce;

3.            Há flacidez das estruturas que sustentam a laringe modificando seu posicionamento e facilitando a aspiração principalmente de líquidos;

4.            A produção de saliva torna-se menor e mais espessa, dentre outros.

 “Além das causas fisiológicas naturais do envelhecimento temos também medicamentos e patologias que afetam a deglutição como o AVC, doenças neuromusculares progressivas, doença de Alzheimer em estágio avançado, câncer de cabeça e pescoço, entre outras. Existem doenças que podem afetar a sensibilidade ou a coordenação dos músculos responsáveis pela deglutição resultando na disfagia”, comenta Jerusa.

No tratamento da disfagia é importante uma equipe multidisciplinar composta por enfermagem, fisioterapeuta, fonoaudióloga, médico, nutricionista, psicóloga e terapeuta ocupacional, afinal, cada profissional tem seu papel distinto dentro das condutas a serem tomadas frente à disfagia. Na Domus todos os idosos passam por avaliações constantes. Quando algum sintoma da disfagia é percebido os pacientes recebem uma atenção especial para que a alteração não comprometa a alimentação.

Como acontece a deglutição?

Jerusa explicou que a deglutição se inicia quando o alimento é colocado na boca e mastigado, onde sofre ação da saliva que lubrifica o alimento e ajuda a formar o bolo alimentar, estando o alimento pronto para ser engolido. Em seguida, a língua pressiona o bolo alimentar contra o palato duro (céu da boca), empurrando-o para trás, desencadeando o reflexo de deglutição e provocando a deglutição.

“A partir deste momento as fases seguintes ocorrem sem a nossa vontade, onde ocorre o fechamento entre a boca e o nariz e, posteriormente a laringe se eleva e as pregas vocais se fecham para a proteção das vias aéreas, pulmões, para que o bolo alimentar possa ser levado com segurança para o esôfago pelos músculos da faringe, garganta, e depois para o estômago para ser digerido”, finaliza a fonoaudióloga.

Então, percebendo alguns dos sintomas mencionados acima, procure a orientação de um especialista.

 

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Jerusa Nascimento Tostes é fonoaudióloga da Clínica de Repouso Domus Claret